No fim de 2025, fizemos um balanço da saúde e bem-estar das crianças e adolescentes no Brasil. Agora, seguimos aprofundando esse percurso, tema a tema, voltando o nosso olhar para os caminhos que temos pela frente – porque compreender a realidade é essencial para transformá-la.

Quando o objetivo é uma infância saudável, a prevenção continua sendo o ponto de partida.

Dados recentes do Ministério da Saúde mostram que o número de mortes de crianças menores de cinco anos por doenças que poderiam ser evitadas com vacinação voltou a crescer. Uma informação que entristece e preocupa, porque confirma um alerta feito há anos por profissionais da saúde e cientistas: quando a prevenção não chega, são as crianças que pagam o preço.

Ao mesmo tempo, depois de um período de queda, há sinais importantes de retomada do crescimento da cobertura vacinal, indicando um esforço coletivo de reconstrução da confiança nas vacinas e na ciência.

Outro avanço relevante foi a inclusão da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes no Programa Nacional de Imunizações.

A medida ajuda a proteger os bebês justamente nos primeiros meses de vida, quando são mais vulneráveis a infecções respiratórias graves.

Esses movimentos mostram que, mesmo diante de realidades persistentes, é possível avançar – desde que as políticas públicas sejam bem estruturadas, com acesso amplo e comprometidas continuamente com a ciência.

O cuidado com a infância começa com informação, prevenção e presença onde a vida acontece.